Pauliteiros de Miranda
 
  • Sabias que os escoceses não são os únicos a usar saias e a tocar gaitas de foles? Em Portugal existem os Pauliteiros de Miranda, um grupo de folclore, composto só por homens, que têm tradições muito parecidas com as dos escoceses.

  • Os Pauliteiros são únicos no nosso País e as suas danças são tão antigas como o próprio povo de Miranda do Douro. As suas danças são uma espécie de rituais sagrados. Sabias que apesar de serem religiosas não são realmente católicas? Têm uma origem muito anterior do tempo dos celtas e dos romanos.

  • Mas não penses que os Pauliteiros e os escoceses são os únicos com estas tradições.

  • Trata-se de uma vertente da dança muito conhecida por toda a Europa antiga. Terá nascido no centro da Europa, na Idade do Ferro, como dança de espadas. Depois, acabou por se espalhar pelo resto da Europa, nomeadamente para a Grã-Bretanha e a Península Ibérica (Portugal e Espanha).

  • No século III, um geógrafo chamado Estrabão contava que os guerreiros Celtiberos (os Celtas da Península Ibérica) da zona do Douro, se preparavam para os combates com danças guerreiras. Durante esses preparativos trocavam as espadas por paus, para melhor executarem essas danças sem se magoarem.

  • Os povos que vieram depois, os Romanos, os Suevos e os Visigodos, conservaram as danças nas festas agrárias de fertilidade. Pensavam que esta era uma boa forma de os cereais e frutos crescerem bem.

  • Por outro lado, era também uma maneira de celebrarem a passagem dos solstícios do Verão e do Inverno, que eram muito importantes para estes povos.

  • Sabes como é que as danças dos Pauliteiros passaram a festa católica? No século X, a Igreja começou a perceber que as pessoas não deixavam de celebrar os solstícios e mantinham os rituais chamados pagãos.

  • Já deves ter ouvido dizer que "quando não os consegues vencer, junta-te a eles". Foi essa a solução da Igreja.

  • Passaram a adorar os santos nas épocas correspondentes às festas das colheitas e dos solstícios. As danças passaram a ser, então, em honra de santos, que os ajudavam a ter bons anos agrícolas.


 

 


 
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