Peixe: da pesca ao prato

 

O peixe sempre foi um alimento muito importante para a alimentação dos homens. Antigamente, a conservação do pescado era um grande problema para os pescadores, que não podiam pescar muito mais do que aquilo que conseguiam vender (por que se estragava), a não ser que fumassem ou salgassem o peixe.

Sabias que o bacalhau é salgado para o conservar? Pois é, o bacalhau não é um peixe triangular como o costumas ver nas lojas. Foi salgado para poder durar muito tempo!

Mas, se o bacalhau se podia salgar, o mesmo não acontecia com outros peixes, como a pescada que só o gelo mantém em boas condições de conservação. Então o que é que se
podia fazer?

Bom, em 1961, com a criação dos barcos-congeladores, encontrou-se a solução.
E por que não congelar o pescado ainda no alto-mar? Assim o peixe não perdia nenhuma das suas qualidades e podia ser pescado em maior quantidade!

Mas não penses que é só pescar, congelar e vender. Ainda é um bocadinho complicado ver o peixe chegar ao nosso prato.

É que o peixe congelado é muito difícil de arranjar para cozinhar, por isso foi preciso transformar os barcos em verdadeiras fábricas de peixe
Porquê? Observa.

 


No mesmo barco, ainda em alto-mar, o peixe é pescado, depois é todo arranjado com máquinas fileteadoras de peixe e ultracongelado (congelado muito rapidamente). Depois é transportado até terra.

Em terra é metido em camiões-frigoríficos, já embalado, e transportado para todas as lojas, grandes e pequenas, onde os podemos comprar, levar para casa e pôr no congelador.

Depois... depois é muito simples! Basta tirar do congelador e cozinhar ao gosto.
Pois é, nem temos que esperar que descongele para o arranjar e só depois o pôr a cozinhar!

Já ouvimos dizer que «não há peixe mais fresco que o congelado!

Mas não é só porque é mesmo frio, é porque mantém todas as qualidades como se fosse acabado pescar.