D. João V - Sociedade
Informação retirada de História e Geografia de Portugal - 6.º Ano - Vol. 1, Texto Editores

A sociedade portuguesa, no início do século XVIII, conti-nuava dividida nos três principais grupos que já conheces: nobreza, clero e povo.

A nobreza, influenciada pelo modo de viver da corte, tentou imitá-la na habitação, no modo de vestir e nos grandes banquetes. No que respeita ao vestuário, começou a usar trajes muito complicados.

Damas e cavalheiros usavam cabeleiras postiças, dentes da frente envernizados, para brilharem, e a cara empoada de branco e enfeitada com sinais postiços de cetim preto.

As festas e os grandes banquetes eram frequentes e neles se exibiam riquíssimos serviços de prata ou de porcelana.

O clero, para além de continuar a ter um papel importante no ensino, tinha também a seu cargo o Tribunal da Inquisição. Este tribunal, surgido no reinado de D. João III (século XVI) para defender a fé católica, era apoiado por D. João V.

Continuava a perseguir os cristãos-novos (judeus que se tinham convertido ao catolicismo) acusando-os de manterem práticas judaicas. Perseguia também os suspeitos de bruxaria, os que cometiam actos imorais e todos aqueles que, pelas suas ideias inovadoras, pudessem constituir um perigo para a Igreja e para o poder absoluto do rei.

O povo era um grupo social que abrangia desde a alta burguesia, que continuava a enriquecer com o comércio e tentava imitar o modo de viver da nobreza, até aos de mais baixa condição – camponeses, artífices, pequenos comerciantes – que viviam com grandes dificuldades, devido aos baixos salários e aos muitos impostos que tinham de pagar.

Apesar de já se cultivar o milho grosso, trazido da América, o povo continuava a alimentar-se sobretudo de pão, peixe e legumes. Durante o século XVIII começou a plantar-se batata no Nordeste do País, mas era destinada à alimentação dos animais.

















 
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